Japão não sabe como se livrar de destroços do terremoto e tsunami

O Japão não sabe como se livrar das
700 mil toneladas de entulhos da tragédia
Centenas de toneladas de entulhos se acumulam dos destroços do terremoto, seguido por tsunami que devastou o nordeste do Japão no dia 11 de março. Destroços de carros, geladeiras, roupas, aparelhos de ar condicionado, pedaços de madeira, aço e vidro, se tornaram preocupação para os japoneses que não sabem como se eliminar as 700 mil toneladas de lixo nas cidades mais afetadas.

Os pescadores da região, que tiveram o mercado de pesca praticamente extinto, foram contratados para ajudar na limpeza e remoção do material. A operação deve custar US$ 27,5 milhões.

Uma das idéias é queimar metade de todo o entulho, mas o governo de Miyagi também estima usar como aterro as ilhas vizinhas de Matsushima, considerado um dos lugares mais paradisíacos do Japão. Outra opção é reciclar uma parte do lixo, embora a água salgada do mar dificulte a tarefa de determinar a quantidade a ser utilizada neste processo.

Em junho, com a chegada do verão no Japão, os esforços de limpeza e reconstrução serão redobrados por causa da chuva, que pode agravar os problemas com mau cheiro e insetos. O governo local acredita que apenas 10% dos entulhos já foram retirados.

Ninguém sabe ao certo quando o país conseguirá se reerguer dessa que foi uma das piores tragédias do Japão, que deixou mais de 15 mil mortos e 7 mil desaparecidos.


Com informações do UOL
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