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| Manifestantes afirmam que não irão sair do acampamento até serem recebidos por Mantega |
Além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), outras entidades se uniram e fizeram uma passeata nesta quarta-feira, 24, para cobrar os direitos do MST que foram apresentados desde o dia 22. Entre as entidades estão o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condesef) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST).
Os manifestantes afirmaram que não vão sair do acampamento até serem recebidos pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ou por qualquer outra autoridade. O MST foi criado no final da década de 70 com o intuito de lutar pelos interesses dos trabalhadores rurais, pela distribuição de terras e pela melhoria nas condições de vida. No entanto, na história do movimento encontram-se manifestações de violência e destruição que desvalorizam sua filosofia.
Segundo o historiador Elder Hosokawa o movimento possui ideias nobres, no entanto, não se apresenta com a mesma nobreza. “O MST tem sua importância na sociedade, embora eles se portem de uma forma violenta”, declara.
A professora e geógrafa Germana concorda com o pensamento de Hosokawa. Ela afirma que as manifestações são legais e que a violência não é a melhor atitude. “É bom diferenciar manifesto de depredação. A depredação e semelhantes não é correto”, afirma.
A ocupação dos trabalhadores rurais no Ministério da Fazenda pode ser o meio mais rápido de conseguir um acordo. Como historiador, Hosokawa acredita que as manifestações são vitais para conseguir os direitos desse movimento e que este é o meio mais rápido para alcançar seus benefícios. “Eles escolheram o método mais rápido, o meio midiático, porque chama mais atenção. Para o movimento é interessante por causa da repercussão da mídia, dá força”, ressalta.
A demora do processo de distribuição de terras é outro fator a ser estudado. Para Germana, existem vários interesses envolvidos a serem analisados como explicação da demora do processo. “Posso dizer que os interesses que regem o mundo, e, por conseguinte, nosso país, não insere a reforma agrária como prioridade por não ser de interesse do sistema no qual estamos inseridos, o capitalismo”, comenta.
Hosokawa apresenta uma visão semelhante. Para ele, o objetivo do governo é de diminuir o número de trabalhadores rurais. “Se o processo fosse rápido, muitas pessoas que não precisam gostariam de ter terras. O processo elimina os interessados”, conclui o historiador.


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