Pesquisa do IBGE revela aumento de evangélicos sem vínculos com igrejas

De acordo com pesquisa, houve queda de
membros frequentes em igrejas evangélicas
Foto: Leo Neves
Na segunda-feira, 15, a Folha publicou uma matéria divulgando dados do IBGE sobre o crescimento de evangélicos que não mantêm vínculo com nenhuma igreja.

De acordo com a Folha, o resultado da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE mostra que, de 2003 para 2009, houve um aumento de 14% do número total de evangélicos que não se sentem ligados a nenhuma religião.

Para Stencel, materialismo, individualismo e a mídia são
fatores determinantes no aumento de evangélicos
sem vínculos com instituiçoes
Foto: Leo Neves

Segundo o teólogo Renato Stencel, esse índice pode ser justificado pelos seguintes valores agregados à cultura contemporânea: materialismo e individualismo. “O materialismo tem feito com que as pessoas busquem de uma forma muito individualista aquilo que é palpável, mensurável e aquilo que pode suprir as necessidades, tanto da perspectiva momentânea, temporal ou da perspectiva do entretenimento”, afirma.

 Além disso, o IBGE registrou que, há dez anos, houve uma queda na proporção de católicos e protestantes. Paralelamente ao aumento de pessoas sem religião e neopentecostais cresceu. Para Stencel esse é um resultado do individualismo. “Esse aspecto leva a pessoa hoje a ter as suas próprias concepções e ideias a respeito de todo e qualquer tema relacionado com a vida, incluindo o aspecto religioso”, avalia.

Hoje, a busca por instituições
está ligada a interesses específicos
Foto: Leo Neves
Para ele, a mídia é outro fator influenciador. Como exemplo, ele cita as programações que são produzidas com o propósito de alcançar pessoas que procuram a religião para obter algum benefício. Dessa forma, as pessoas procuram essas instituições com objetivos específicos. “Lá elas ouvem pastores ou bispos pregarem dizendo que se elas doarem sua casa, seu carro, enfim, várias coisas, elas serão abençoadas infinitamente e terão mais do que tem hoje,” explica.

Stencel acredita que com a influência da mídia, o poder de criar e manter tendências é potencializado, afetando a capacidade de escolha do cidadão. “Isso tudo vai apagando aos poucos das mentes das pessoas a capacidade decisória, a capacidade que chamamos dentro da filosofia de volitiva, ou seja, a capacidade de você escolher o que é certo ou  errado”, finaliza o teólogo.





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Sobre a ABJ

A ABJ é a agência júnior de jornalismo do curso de Comunicação Social do Unasp - Centro Universitário Adventista de São Paulo.

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