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| Ricardo Teixeira deixa cargo por motivo de saúde |
A renúncia foi feita por meio de uma carta lida por Marin na manhã de segunda-feira, 12, na qual Teixeira escreve que deixou o mandato para cuidar da saúde e ficar próximo a família. Porém, ele ainda diz que ficou a disposição para continuar colaborando com o futebol brasileiro.
Na semana passada, Teixeira pediu uma licença médica de 60 dias, prazo máximo estipulado pela Confederação, colocando Marin em seu lugar. Os murmúrios sobre sua saída da presidência aconteciam desde fevereiro, mas só agora ela foi oficial.
Seus 23 anos de mandato
Ricardo Teixeira assumiu a presidência da CBF em 1989, já elegendo Sebastião Lazaroni como o primeiro técnico da seleção durante seu mandato. No primeiro ano de gestão, Teixeira criou a primeira Copa do Brasil.
Em 1991, o presidente ganhou a eleição com unanimidade das 27 federações, concorrendo sem adversário. No ano seguinte, ele assumiu a segunda gestão. Esse mandato foi até 1996, quando pela terceira vez ganhou a eleição. Em 1999, foi reeleito, sendo novamente o único candidato à presidência.
Teixeira foi acusado, em 2001, de se apropriar dos recursos da confederação, de sonegação fiscal e de lavagem de dinheiro, depondo na CPI do Senado. O governo pediu a saída de Teixeira, mas com a vitória da seleção em 2002, ele continuou no poder.
No ano passado, Teixeira foi acusado pelo chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Financeiros da Superintendência da Polícia Federal no Rio, por suspeita de lavagem de dinheiro.

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