Saúde pública adota cirurgia robótica

Por: Dayane Fagundes e Janaina Toledo

Tecnologia robótica traz benefícios
para a saúde pública

Siderúrgicas, têxteis, comunicação, automobilística são áreas em que a tecnologia trouxe um grande avanço. Chegou a vez de a saúde ser beneficiada. Por volta de 2005, iniciaram-se as cirurgias feitas com a tecnologia robótica nos Estados Unidos, chegando ao Brasil em 2008 apenas para os hospitais particulares. Desde o dia 6 de março deste ano, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) utiliza essa técnica pelo SUS.

Segundo dados do Inca, desde 2008 já foram realizadas aproximadamente 1,7 mil cirurgias nos hospitais particulares. No SUS, desde a implantação desse sistema até o dia 19 de março, quase duas semanas, já foram feitas seis operações.

“O robô é apenas um instrumento que facilita as cirurgias”, esclarece o cirurgião de cabeça e pescoço Ullyanov Toscano. As cirurgias podem ser abdominais, urológicas, ginecológicas e de cabeça e pescoço.
Quanto aos riscos, Toscano diz que são os mesmos de uma cirurgia convencional. Porém, os robôs conseguem atingir regiões mais sensíveis e menores, evitando a necessidade de muitos cortes. Isso diminui o tempo de recuperação do paciente e a perda sanguínea durante a operação.

O funcionamento do robô é dividido em três peças principais: quatro braços articulados onde ficam os instrumentos necessários, sendo que um desses braços leva uma microcâmera que transmite as imagens para o cirurgião; um centro de comando óptico, onde o médico vê toda a realização da cirurgia; e os controladores, onde o operador envia através de controles do tipo joystick os movimentos que o robô fará.

Todo esse sistema fica dentro da sala de cirurgia, pois existe a necessidade de o cirurgião estar perto do paciente. A equipe utilizada é a mesma de uma cirurgia convencional: um anestesista, um assistente, um enfermeiro e o médico.

Essa tecnologia tem sofrido avanços para tornar os equipamentos cada vez menores. Assim é possível alcançar áreas mais sensíveis do corpo. “Quanto menor o instrumento melhor a tecnologia e mais precisa a cirurgia”, declara Toscano.
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A ABJ é a agência júnior de jornalismo do curso de Comunicação Social do Unasp - Centro Universitário Adventista de São Paulo.

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