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| Apenas 4 em cada 10 brasileiros são realizados profissionalmente |
Diante esses quesitos, uma pesquisa feita pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticas (IESP) mostra que um a cada quatro brasileiros é realizado profissionalmente. Sendo assim, como podemos considerar a conhecida frase de que ‘trabalho nunca fez mal a ninguém’?
O trabalho deveria ser a principal ferramenta para a construção do futuro profissional, alcance dos sonhos e à conquista da auto-realização. “Quando acordo e saio para trabalhar, vou feliz, pois gosto do meu trabalho. Quando retorna à minha casa, vou dormir feliz pelo que realizei no dia”, declara o músico e professor Vandir Shäffer, de 54 anos.
Ao contrário do músico, 28% da população brasileira não atua na área em que se especializou, segundo dados do IESP. Alguns mudam de curso no meio da faculdade ou depois de terminá-la.
Os motivos são variados, como, não gostar do curso escolhido, falta de compatibilidade com a área, ou até, falta de oportunidade no mercado de trabalho, como foi o caso de Pérsio Toledo, 46 anos. Formado em Desenho Projetista, Pérsio não encontrou emprego e, hoje, trabalha como técnico em prótese dentária. “Me identifiquei com a área somente depois conhecê-la mais a fundo. E hoje, sou realizado”, afirma.
A insistência na escolha errada pode gerar mudanças radicais de humor, estado depressivo e estresse. Mesmo assim, muitos permanecem no trabalho pelo glamour, dinheiro, reconhecimento e status. Quanto a isso, Geime Rozanski, consultor comportamental da Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos, alega que estes motivos podem ter consequências relevantes ao desempenho profissional, relacionamento interpessoal, e a saúde física e mental. “Quando não se sente feliz é melhor trocar a área escolhida do que continuar infeliz, pois por mais que queira, não alcançará um bom rendimento”, acrescenta a psicóloga Ivanilde.
De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Marketing e Vendas, as pessoas passam 2/3 de sua vida trabalhando. Se considerados os sinônimos de ‘trabalho’, como, ‘ganhar o pão’, ‘ir para a guerra’, ‘ir para o batente’, todos verão o trabalho como um castigo. Por isso, o palestrante motivacional Daniel Godri diz que é preciso amar o trabalho realizado para se chegar a excelência.
O professor Vandir dá alguns conselhos para a realização profissional. “As coisas não caem de graça nas mãos, tudo se corre atrás. Comprometimento é a chave do sucesso”, releva. “É preciso uma boa escolha para a formação acadêmica, o uso dos talentos, esforço no trabalho, um bom relacionamento com os que o cercam e satisfação espiritual”, afirma.

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