Excesso de peso nas bolsas das mulheres pode prejudicar a coluna

O peso excessivo gera uma inclinação
do centro de gravidade da pessoa.
Foto: Gabriela Vizine
Grandes, coloridas, clássicas e discretas são alguns dos modelos de bolsas procuradas pelas mulheres. No entanto, ao escolher a bolsa a mulher corre o risco de estar adquirindo uma doença para si, não pelo produto, mas pela quantidade de objetos a ser colocada dentro dela.

O peso na bolsa das mulheres é um problema grave quando se trata da saúde da coluna. A dona de casa, Sylvia Polo, 39, fala que quando vai escolher uma bolsa não se preocupa com a saúde, e sim a combinação entre a moda e a necessidade. “Eu prefiro sempre uma bolsa grande, porque é mais elegante e posso colocar tudo o que preciso. Coisas que como mulher e mãe devo prevenir”, conta Sylvia.

A opinião de Sylvia se assemelha com a de Lidia Barcelos de 19 anos. A estudante também escolhe a bolsa pela beleza. No entanto, confessa que muitos objetos colocados na bolsa não são totalmente necessários. “A bolsa grande é símbolo de moda e muitas vezes colocamos coisas que não precisamos”, admite.

O fisioterapeuta Diego Kosiak, especialista em reeducação postural da Clínica Ciarec em Buenos Aires, Argentina, nos diz que o uso excessivo de peso nas bolsas das mulheres e sua continuidade afeta a coluna vertebral e gera uma inclinação do centro de gravidade da pessoa, desviando-o para o lado de maior uso. “O mau uso irá produzir diferentes forças, tensões e distensões sobre os ossos, ligamentos e músculos de forma assimétrica e, portanto, surgem patologias como dor cervical, dor nas costas, torcicolo, escoliose, entre outros”, explica Kosiak.

Ao conhecer as consequências do mau uso das bolsas, Kosiak orienta que é melhor não usar bolsa, mas se usar deve ir trocando os lados para dividir o peso. “É preferível não levar bolsas de grande peso e nem sempre no mesmo ombro, mudando para gerar uma carga mais simétrica”, aconselha.

Se além desse procedimento a dor não passar, o especialista orienta o paciente a tomar outras providências. “Se o paciente continua com dor significa que a doença pode estar em uma fase crônica. A fisioterapia convencional: compressas frias, massagem, alongamento ultra-som, são alguns métodos recomendados”, orienta Kosiak.
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Sobre a ABJ

A ABJ é a agência júnior de jornalismo do curso de Comunicação Social do Unasp - Centro Universitário Adventista de São Paulo.

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