Orientação de pais e escola pode evitar obesidade infantil

 Por: Emilly Martins

A influência dos pais e a orientação da escola
 são essenciais para a criança
Foto: Leo Neves
 A obesidade infantil é um fato que vem crescendo cada dia mais nos últimos anos. A receita básica para combatê-la todo mundo sabe: exercício físico e boa alimentação. O ponto é descobrir como fazer as crianças aceitarem o “remédio”. Nesse ponto, os especialistas concordam: é preciso ter orientação dos pais e da escola.

A nutricionista do Unasp Gilsa Vianna diz que, para lidar com crianças, deve-se usar uma linguagem que elas entendam, sempre buscando mostrar o lado bom de comer frutas, verduras e vegetais. Uma dica que a nutricionista dá é a ideia de levar a criança até a cozinha, dizendo que ela mesma pode preparar o alimento, nem que seja apenas para lavar uma hortaliça.

Muitos ainda têm dúvidas sobre a quantidade de refeições que a criança deve fazer. A nutricionista diz que o correto é de duas a três refeições diárias, sendo o desjejum (popularmente conhecido como café-da-manhã) a principal das refeições. Ela ainda sugere que os pais abandonem as sobremesas pesadas e muito cremosas e busquem inovar, mas sem chocar a criança. A mudança deve ocorrer aos poucos, para permitir a adaptação.

Além da alimentação, a atividade física é um aliado essencial para a criança. Desde cedo ela deve procurar se movimentar, fazer atividades ao ar livre, qualquer tipo de exercício que evite que a criança fique sempre em frente do computador, videogame etc. Muitas pessoas também pensam que somente os adultos sofrem de ansiedade. Crianças e adolescentes também sofrem desse mal. Claro que a preocupação deles é diferente da preocupação de um adulto. Crianças ficam ansiosas com algo que vai acontecer, e adolescentes ficam preocupados com datas de provas, atividades a serem entregues. Muitos deles acabam comendo demais para evitar a ansiedade, tornando-se uma coisa compulsiva.

As escolas têm sido incentivadas a promover semanas de orientação de saúde. O professor Frederico Targa, diretor do Colégio Adventista de Mogi das Cruzes (SP), disse que muitos pais têm dificuldades em orientar seus filhos em relação a alimentação e cuidados com o corpo. "A saúde dos nossos alunos faz parte do programa educacional da escola. Empreendemos projetos ao longo do ano letivo que privilegiam o desenvolvimento de hábitos saudáveis. Como escola, buscamos a reeducação alimentar dos nossos alunos. Muitas vezes recebemos crianças hipertensas, obesas, diabéticas etc. e cabe à escola trabalhar em conjunto com a família, ajudando-a a ter uma vida mais saudável", ressalta.
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Sobre a ABJ

A ABJ é a agência júnior de jornalismo do curso de Comunicação Social do Unasp - Centro Universitário Adventista de São Paulo.

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