A influência dos pais e a orientação da escola são essenciais para a criança Foto: Leo Neves |
A nutricionista do Unasp Gilsa Vianna diz que, para lidar com crianças, deve-se usar uma linguagem que elas entendam, sempre buscando mostrar o lado bom de comer frutas, verduras e vegetais. Uma dica que a nutricionista dá é a ideia de levar a criança até a cozinha, dizendo que ela mesma pode preparar o alimento, nem que seja apenas para lavar uma hortaliça.
Muitos ainda têm dúvidas sobre a quantidade de refeições que a criança deve fazer. A nutricionista diz que o correto é de duas a três refeições diárias, sendo o desjejum (popularmente conhecido como café-da-manhã) a principal das refeições. Ela ainda sugere que os pais abandonem as sobremesas pesadas e muito cremosas e busquem inovar, mas sem chocar a criança. A mudança deve ocorrer aos poucos, para permitir a adaptação.
Além da alimentação, a atividade física é um aliado essencial para a criança. Desde cedo ela deve procurar se movimentar, fazer atividades ao ar livre, qualquer tipo de exercício que evite que a criança fique sempre em frente do computador, videogame etc. Muitas pessoas também pensam que somente os adultos sofrem de ansiedade. Crianças e adolescentes também sofrem desse mal. Claro que a preocupação deles é diferente da preocupação de um adulto. Crianças ficam ansiosas com algo que vai acontecer, e adolescentes ficam preocupados com datas de provas, atividades a serem entregues. Muitos deles acabam comendo demais para evitar a ansiedade, tornando-se uma coisa compulsiva.
As escolas têm sido incentivadas a promover semanas de orientação de saúde. O professor Frederico Targa, diretor do Colégio Adventista de Mogi das Cruzes (SP), disse que muitos pais têm dificuldades em orientar seus filhos em relação a alimentação e cuidados com o corpo. "A saúde dos nossos alunos faz parte do programa educacional da escola. Empreendemos projetos ao longo do ano letivo que privilegiam o desenvolvimento de hábitos saudáveis. Como escola, buscamos a reeducação alimentar dos nossos alunos. Muitas vezes recebemos crianças hipertensas, obesas, diabéticas etc. e cabe à escola trabalhar em conjunto com a família, ajudando-a a ter uma vida mais saudável", ressalta.
0 comentários